Não se trata do que faço. Trata-se da forma como escolho fazê-lo. Trabalho em identidade visual há mais de vinte anos e ao longo do meu percurso profissional acompanhei empresas de diferentes setores e dimensões, que me permitiram definir e aprofundar a minha metodologia e a forma como acredito que este trabalho deve ser feito.
Foi com esse propósito que fundei a Diretriz: para desenvolver projetos de identidade visual enquanto uma decisão estrutural e não apenas estética. Vejo cada identidade como um sistema estratégico que dá lugar a um conjunto de decisões coerentes, comunicação pertinente, apoio ao crescimento da empresa e consistência ao longo do tempo.
A proximidade com quem melhor conhece a empresa é fundamental para mim porque é desta relação que surgem as conversas, as perguntas e as decisões que verdadeiramente influenciam a qualidade dos resultados. Esta continuidade permite-me compreender o negócio, preservar a coerência do processo e desenvolver soluções mais competentes.
Na minha experiência, o problema raramente é apenas visual. É um desalinhamento entre quem a empresa é hoje, para onde pretende evoluir e como comunica o seu valor. É neste contexto que o meu trabalho faz sentido: empresas em fase de maturação, crescimento, reposicionamento ou mudança, que buscam clareza, consistência e intenção.
- Rui Amaral Pombares
(Fundador e designer na Diretriz)